Entre 2007 e 2008, foram registradas uma morte a cada dois dias, decorrentes de acidentes de trabalho em Santa Catarina.

 

Além das mortes, há um número expressivo de mutilados e/ou incapacitados para o trabalho.

 

Fadiga, problemas de coluna, lesão por esforço repetitivo (LER), distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), depressão, entre outros, são também males que acometem, em números alarmantes, os trabalhadores.

 

Os números certamente são bem maiores, porém, por falta de registro da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), uma obrigação do empregador, que sonega informações, não há como gerar estatísticas exatas quanto ao número de cidadãos vítimas do excesso de trabalho em jornadas extenuantes, ambientes de trabalho inadequados e insalubres etc.

 

Como se isso não bastasse, atendimentos de perícias médicas são demorados e desumanos. No momento em que o trabalhador encontra-se mais vulnerável, doente, é tratado com descaso.

 Essa ainda continua sendo a dura realidade em Santa Catarina e no Brasil.

 Por isso, convidamos a todos os Cidadãos e Cidadãs a participarem da Marcha dos Catarinenses pela Vida e Saúde da Classe Trabalhadora que acontecerá no dia 28 de Abril, Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes de Trabalho, em Florianópolis a partir das 13H00, concentração na Praça Tancredo Neves.

 A Marcha é uma homenagem a todos e todas que perderam a vida e a saúde em acidentes de trabalho e também na luta pela Redução da Jornada, contra a exploração do Trabalho Infantil e Escravo, a exemplo do dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador.

Nós da UGT/SC, acreditamos que só com a união e a conscientização de todos os cidadãos, é que poderemos minimizar esses nefastos efeitos do CAPITALISMO que busca única e exclusivamente cada vez mais lucro em detrimento da vida humana.

 Professor Carlos Magno da Silva Bernardo

Presidente do SINRPOESC e Secretário Geral da UGT/SC